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"Muitas pessoas pensam que a felicidade somente será possível depois
de alcançar algo, mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é
uma forma de ser infeliz."
(ROBERTO SHINYASHIKI) |
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| Categoria:
Amizade |
♥ Telefone Amigo |
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Quando eu era criança, meu pai comprou um
dos primeiros telefones da vizinhança. Lembro-me bem daquele velho
aparelho preto, em forma de caixa, bem polido, afixado à parede. O
receptor brilhante pendia ao lado da caixa. Eu ainda era muito
pequeno para alcançar o telefone, mas costumava ouvir e ver minha
mãe enquanto ela o usava, e ficava fascinado com a cena!
Então, descobri que em algum lugar dentro daquele maravilhoso
aparelho existia uma pessoa maravilhosa - o nome dela era
"informação, por favor" e não havia coisa alguma que ela não
soubesse. "Informação, por favor" poderia fornecer o número de
qualquer pessoa e até a hora certa.
Minha primeira experiência pessoal com esse "gênio da lâmpada"
aconteceu num dia em que minha mãe foi na casa de um vizinho.
Divertindo-me bastante mexendo nas coisas da caixa de ferramentas no
porão, machuquei meu polegar com um martelo.
A dor foi horrível, mas não parecia haver qualquer razão para
chorar, porque eu estava sozinho em casa e não tinha ninguém para me
consolar. Eu comecei a andar pelo porão, chupando meu dedão que
pulsava de dor, chegando finalmente à escada e subindo-a.
Então, lembrei-me: o telefone! Rapidamente peguei uma cadeira na
sala de visitas e usei-a para alcançar o telefone. Desenganchei o
receptor, segurei-o próximo ao ouvido como via minha mãe fazer e
disse:
"Informação, por favor!", com o bocal na altura de minha cabeça.
Alguns segundos depois, uma voz suave e bem clara falou ao meu
ouvido: "Informação."
Então, choramingando, eu disse: "Eu machuquei o meu dedo, e tá
doendo...". As lágrimas começaram a rolar sobre o meu rosto, Agora
que eu tinha quem estivesse comigo.
"Sua mãe não está em casa?", veio a pergunta.
"Ninguém está em casa a não ser eu", falei chorando.
"está sangrando?" Ela perguntou.
"Não." Eu respondi. "Eu machuquei o meu dedão com o martelo e está
doendo muito!"
Então a voz suave, do outro lado falou: "Você pode ir até a
geladeira?"
Eu disse que sim. Ela continuou, com muita calma: "Então, pegue uma
pedra de gelo e fique segurando firme sobre o dedo."
E a coisa funcionou! Depois do ocorrido, eu chamava "Informação, por
favor" para qualquer coisa. Pedia ajuda nas tarefas de geografia da
escola e ela me dizia onde Filadélfia se localizava no mapa.
Ajudava-me nas tarefas de matemática. Ela me orientou sobre qual
tipo de comida eu poderia dar ao filhote de esquilo que peguei no
parque para criar como bichinho de estimação.
Houve também o dia em que Pitty, nosso canário de estimação, morreu.
Eu chamei "Informação, por favor" e contei-lhe a triste estória. Ela
ouviu atentamente, então falou-me palavras de conforto que os
adultos costumam dizer para consolar uma criança.
Mas eu estava inconsolável naquele dia e perguntei-lhe: "Por que é
que os passarinhos cantam de maneira tão bela, dão tanta alegria com
sua beleza para tantas famílias e terminam suas vidas como um monte
de penas numa gaiola?"
Ela deve ter sentido minha profunda tristeza e preocupação pelo fato
de haver dito calmamente:
"Paul, lembre-se sempre de que existem outros mundos onde se pode
cantar!" Não sei porquê, mas me senti bem melhor.
Numa outra ocasião, eu estava ao telefone: "Informação, por favor".
"Informação," disse a já familiar e suave voz.
"Como se soletra a palavra consertar?" Perguntei.
Tudo isso aconteceu numa pequena cidade da costa oeste dos Estados
Unidos. Quando eu estava com nove anos, nos mudamos para Boston, na
costa leste. Eu senti muitas saudades de minha voz amiga!
"Informação, por favor" pertencia àquela caixa de madeira preta
afixada na parede de nossa outra casa; e eu nunca pensei em tentar a
mesma experiência com o novo telefone diferente que ficava sobre a
mesa, na sala de nossa nova casa. Mesmo já na adolescência, as
lembranças daquelas conversas de infância com aquela suave e
atenciosa voz nunca saíram de minha cabeça.
Com certa freqüência, em momentos de dúvidas e perplexidade, eu me
lembrava daquele sentimento sereno de segurança que me era
transmitido pela voz amiga que gastou tanto tempo com um simples
menininho.
Alguns anos mais tarde, quando eu viajava para a costa oeste a fim
de iniciar meus estudos universitários, o avião pousou em Seattle,
região onde eu morava quando criança, para que eu pegasse um outro e
seguisse viagem. Eu tinha cerca de meia hora até que o outro avião
decolasse. Passei então uns 15 minutos ao telefone, conversando com
minha irmã que na época estava morando lá. Então, sem pensar no que
estava exatamente fazendo, eu disquei para a telefonista e disse:
"Informação, por favor".
De um modo milagroso, eu ouvi a suave e clara voz que eu tão bem
conhecia! "Informação."
Eu não havia planejado isso, mas ouvi a mim mesmo dizendo: "Você
poderia me dizer como se soletra a palavra consertar?"
Houve uma longa pausa. Então ouvi a tão suave e atenciosa voz
responder: "O seu dedo já deve estar muito melhor agora, não é
Paul?"
Eu ri satisfeito e disse: "Então, ainda é realmente você? Eu fico
pensando se você tem a mínima idéia do quanto você significou para
mim durante todo aquele tempo de minha infância!"
Ela disse: "E eu fico imaginando se você sabe o quanto foram
importantes para mim as suas ligações!"
E continuou: "Eu nunca tive filhos e ficava aguardando ansiosamente
por suas ligações."
Então, eu disse para ela que muito freqüentemente eu pensava nela
durante todos esses anos e perguntei-lhe se poderia telefonar para
ela novamente quando eu fosse visitar minha irmã. "Por favor,
telefone sim! É só chegar aqui e chamar a Sally".
Três meses depois voltei a Seattle. Uma voz diferente atendeu:
"Informação".
Eu perguntei pela Sally.
"Você conhecia ela?" Ela perguntou.
"Sim, sou um velho amigo, Paul". Respondi.
Ela disse: "Sinto muito em dizer-lhe isto, mas Sally esteve
trabalhando só meio período nos últimos meses porque ficou muito
doente. Infelizmente ela morreu há um mês."
Antes que eu desligasse ela disse: "Espere um pouco. Disse que seu
nome é Paul?"
"Sim" Respondi.
"Bem, Sally deixou uma mensagem para você. Ela deixou escrita caso
você ligasse. Deixe-me ler para você."
A mensagem dizia:
"Diga para ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde
podemos cantar. Ele vai entender o que eu quero dizer".
Eu agradeci emocionado e muito tristemente desliguei o telefone,
sabendo muito bem o que ela queria me dizer. |
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Palavras Escritas por:
Autor Desconhecido |
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"Não
se preocupe se, de repente, a pessoa que amava se foi.
Conscientize-se que amores entram e saem de nossas vidas. Porém, o
verdadeiro amor fica para sempre!"
(INÁCIO DANTAS) |
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