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"Muitas pessoas pensam que a felicidade somente será possível depois
de alcançar algo, mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é
uma forma de ser infeliz."
(ROBERTO SHINYASHIKI) |
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| Categoria:
Incentivadoras |
♥ Estação das Perdas |
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Há horas em nossa vida que somos tomados por
uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê
de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa
atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a
todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano.
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a
vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras
possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos
assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos
a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na
mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem
rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos
deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de
questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas
para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas
para trás.
Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer,
envelhecer, morrer.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo,
quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de
dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de
causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda
tememos dizer-lhe isso.
Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho
ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do
mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e
nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos
adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos,
ganhamos altura, ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece
inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos
sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo
todo.
Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos
admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a
espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de
tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?)
dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar
nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?
E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro,
ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de
gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos
e soltar pum sem querer.
Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e
tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos,
ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos
reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E
assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.
De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas
costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e
perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no
olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a
esperança. Estamos envelhecendo.
Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo.
Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele
que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que
as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua
brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera
sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores
nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas
lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um
pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos
sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas
ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do
que saibam-se amados.
Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande
missão. E que missão! Fique em Paz. |
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Palavras Escritas por:
Autor Desconhecido |
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"Não
se preocupe se, de repente, a pessoa que amava se foi.
Conscientize-se que amores entram e saem de nossas vidas. Porém, o
verdadeiro amor fica para sempre!"
(INÁCIO DANTAS) |
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